Saiba tudo sobre o processo de secagem de tijolos na indústria cerâmica

9 ago, 2023 | Processo de secagem | 0 Comentários

No Brasil, a indústria cerâmica é um segmento de grande representatividade, com protagonismo a nível mundial. Mas você sabia que o processo de secagem representa uma das etapas mais importantes dentro do segmento? 

O processo de secagem de tijolos tem tudo para representar um diferencial competitivo para empresas do setor, porque aumenta a qualidade do produto final.

Dessa forma, existem soluções tecnológicas para tornar o processo de secagem mais seguro, rápido e eficaz, caso das fornalhas e queimadores industriais.  

Veja então detalhes sobre o processo de secagem de tijolos e entenda o papel dos avanços tecnológicos neste procedimento essencial dentro da indústria cerâmica.

 

Indústria cerâmica brasileira: grande relevância para a economia brasileira

No Brasil, a indústria ceramista possui um faturamento anual de R$18 bilhões, representando 4,8% da indústria da construção civil no país.

Além disso, esse setor gera 293 mil empregos diretos e 900 mil indiretos.

O Brasil possui aproximadamente 5.437 fábricas de cerâmica, com uma produção de 1.869.231.000 telhas cerâmicas e 4.675.095.000 blocos cerâmicos por ano, segundo dados gerados pelo IBGE e divulgados pela ANICER (Associação Nacional da Indústria Cerâmica).

Segundo a ANICER, a evolução rápida ocorreu devido a:

  • A abundância de matérias-primas para o setor;
  • As fontes alternativas de energia; e 
  • A disponibilidade de tecnologias em equipamentos industriais.

Hoje em dia, esse é um setor que gera produtos dos diversos segmentos cerâmicos com nível de qualidade mundial e com apreciável quantidade para exportação.

Além disso, a recuperação da construção civil e a redução de juros para programas de construção de novas moradias garantem boas notícias ao setor ceramista. 

Mas, para atender a demanda do mercado (interno e externo), cabe aos ceramistas melhorar seus processos, especialmente na secagem.

 

Processo de secagem de tijolos: elevando a produtividade e a lucratividade  

Como você viu no tópico anterior, a indústria cerâmica possui fundamental importância para a economia brasileira, principalmente por contribuir com o desenvolvimento da construção civil. 

Mas, para cumprir seu papel, é responsabilidade do setor investir em tecnologia e inovação dentro do processo de secagem. 

Quando há investimento em eficiência na secagem de tijolos cerâmicos, a produtividade pode crescer significativamente. Consequentemente, o faturamento mensal tende a aumentar.

Porém, quando olhamos para o cenário de quase 5.500 fábricas, logo observamos que essa ainda não é a realidade de muitas empresas. 

Muitas delas, inclusive, utilizam a forma milenar e tradicional de secagem de tijolos e demais produtos cerâmicos.

Nessas empresas, torna-se comum a ocorrência de defeitos, como o aparecimento de fissuras que se tornam mais perceptíveis somente após queima. 

Assim, para tornar a empresa mais eficiente é essencial compreender os mecanismos envolvidos no processo de secagem. Isso garante uma melhor compreensão dos defeitos e da melhor forma para evitá-los.

 

Passo a passo da secagem de tijolos

Para que o processo de secagem de tijolos ocorra, disponibilizando esse produto ao mercado, são adotadas cinco fases:

  1. Extração da matéria-prima;
  2. Moldagem;
  3. Corte;
  4. Secagem; 
  5. Queima.

Especificamente para a área de secagem, as três primeiras etapas não se aplicam e não serão comentadas nesse artigo.

Já os dois últimos processos (secagem e queima) contribuem para a obtenção das propriedades finais dos produtos.

Após cortados, os tijolos são conduzidos por uma esteira transportadora até o processo de secagem, com a responsabilidade de reduzir o teor de umidade do material. 

Durante este processo, a umidade deve ser eliminada de forma lenta e uniforme. Com isso, são evitados defeitos futuros nas peças, tais como trincas, empenamentos ou quebras.

 

Secagem artificial: mais eficiente e constantemente monitorada

Para retirar a umidade das peças cerâmicas, de uma forma mais eficaz e uniforme, é aconselhado utilizar a secagem artificial. 

Nesse processo, as peças são colocadas em estufas, responsáveis por secar o material.

Essas estufas normalmente recuperam gases quentes de fornalhas ou queimadores. Mas podem também utilizar fonte própria de calor através de uma homogeneidade das peças. 

Por essa razão, o tempo de permanência do material nas estufas é mais curto, variando entre um ou dois dias. Também não depende de condições climáticas, como umidade do ar, calor, vento, etc.

No processo de secagem artificial há o uso de secadores, que podem ser estáticos, contínuos ou semicontínuos. 

Neles, o calor utilizado é proveniente do forno ou fornalha e introduzido de forma controlada no processo.

Nos secadores dos tipos estático e semi-contínuo, o ar quente movido pelo ventilador é conduzido para a câmara de secagem por meio de canais que desembocam na parte anterior da mesma. 

O ar quente entra por baixo e sai pelas aberturas via uma chaminé ou tirador de umidade. 

O secador contínuo assegura uma secagem completa e uniforme. Dentre os secadores contínuos, o mais difundido na indústria cerâmica é o do tipo túnel, com melhor capacidade de eliminação de água. 

A estrutura desse secador é constituída de um túnel metálico ou de alvenaria. Em suas galerias, há trilhos em toda a extensão, deslocando o material a ser seco de forma lenta de uma extremidade a outra. 

Mas, independentemente do processo adotado, a secagem artificial é um processo onde o controle da umidade e da temperatura devem ser contínuos, evitando formação de trincas no material.

 

Tecnologia: essencial na secagem de tijolos 

O desenvolvimento de novos produtos, processos e equipamentos (secadores, fornalhas e queimadores) é constante. 

Esse desenvolvimento é marcado pela otimização dos tempos de processamento térmico, reduzindo o consumo de energia.

O uso de fornalhas de gás quente representa uma maior qualidade térmica e a queima correta de variados tipos de combustíveis para gerar calor para a secagem.

Neste contexto, a Fornalha de gás quente Hércules da IMTAB apresenta os seguintes benefícios para a indústria cerâmica:

  • Alta eficiência, aliando potência na geração de energia com baixo consumo de combustível;
  • Maior capacidade de geração de gás quente;
  • Volume adequado da fornalha;
  • Grelhado móvel e suspenso, proporcionando menor necessidade de manutenção.

A fornalha de gás quente também possui a opção de ser acoplada a um sistema de trocador de calor, o qual gera o ar totalmente limpo. Por conta disso, aumenta significativamente a vida útil do vagotes.

Diante disso, a fornalha de gás quente Hércules é uma ótima aliada da indústria cerâmica, porque contribui com a eficiência no processo de secagem de tijolos. Vale a pena conhecer!

Você tem uma indústria cerâmica? Então veja dicas para otimizar o processo de secagem de tijolos e aumentar a produtividade.

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