Os resíduos de serraria fazem parte da rotina do setor. Desde o primeiro corte da tora até o acabamento, sempre haverá sobras: serragem, maravalha, cavaco, casca e pedaços de madeira.
Porém, o que separa uma serraria eficiente de uma que acumula custos não é a geração desses resíduos (todas vão gerar!), mas a forma como são tratados ao longo do processo produtivo.
Quando bem aproveitados, esses materiais passam a ser uma fonte consistente de energia térmica. Ou seja, capaz de reduzir custos, aumentar a autonomia e dar destino técnico e ambientalmente correto à biomassa florestal.
O que são resíduos de serraria?
A indústria madeireira brasileira é referência mundial. São mais de 49 mil empresas e 5,8% do PIB do país, conforme dados da Abimci.
Por consequência, o volume de resíduos gerado é muito elevado.
São milhões de metros cúbicos gerados todos os anos, exigindo soluções técnicas adequadas de armazenamento, transporte, reaproveitamento ou destinação final.
Esse cenário é confirmado por um estudo técnico publicado na Revista Tópicos. Os autores estimam que o Brasil gera mais de 40 milhões de m³ de resíduos madeireiros por ano.
Desse total, 33,6 milhões de m³ têm origem em florestas plantadas e 8,3 milhões de m³ em florestas nativas.
Os principais resíduos gerados por uma serraria são:
- Serragem, proveniente do corte com serras;
- Maravalha, gerada em plainas e equipamentos de acabamento;
- Cavacos e pedaços de madeira, sobras do desdobro;
- Cascas de eucalipto e pinus, frequentemente subutilizadas;
- Resíduos que permanecem após o corte, como folhas, galhos, cascas, pontas e tocos.
E, após todo o processamento, apenas 28% da árvore original se transforma em madeira serrada. O restante é considerado resíduo, conforme indicado pela FAO.
Nas fábricas, a porcentagem destes restos gira em torno de 45 a 55%.
Resíduos de serraria como fonte de energia térmica
Do ponto de vista técnico, os resíduos de serraria são classificados como biomassa florestal, com potencial comprovado para geração de energia térmica.
O interessante é que estes resíduos podem ser utilizados como combustível em sistemas térmicos.
Para viabilizar isso, deve-se optar por um gerador de calor que consiga lidar com variações de granulometria e teor de umidade.
Quando a serraria passa a gerar energia a partir de seus próprios resíduos, os ganhos são diretos:
- Redução do custo energético;
- Autonomia operacional, com menor dependência de fornecedores externos;
- Reaproveitamento dos resíduos gerados;
- Maior previsibilidade do processo produtivo;
- Melhor eficiência econômica do negócio, ao transformar um passivo em insumo produtivo.
Na prática, os resíduos passam a alimentar a produção de vapor e/ou gás quente, viabilizando atividades essenciais como:
- Secagem de madeira, com controle térmico mais estável;
- Prensagem, em linhas de painéis e produtos engenheirados;
- Laminação, com fornecimento térmico contínuo;
- Fabricação de painéis, reduzindo custos por metro cúbico produzido.
Veja também: Secagem de serragem: conheça a fornalha ideal para o processo
Importância de geradores de calor no aproveitamento dos resíduos
A queima de cavaco e outros resíduos de serraria impõe desafios técnicos bem conhecidos no setor madeireiro.
Variáveis como tamanho das partículas, teor de umidade e falta de uniformidade do combustível tornam a padronização difícil e, vista por muitos como inviável.
Por isso, o aproveitamento energético eficiente desses resíduos está diretamente relacionado ao projeto do gerador de calor utilizado. E nisso a Imtab é referência.
Somos reconhecidos no mercado por produzir equipamentos que agregam eficiência na queima de cavaco, caracterizado pelo alto teor de umidade.
Caldeira Imtab para serragem, cavaco e casca
Um exemplo prático com ótimos resultados é o da LS Madeiras, em Santa Catarina.
A empresa opera uma caldeira flamotubular Imtab com capacidade de 3.500 kg/h e pressão de trabalho de 10 kgf/cm².
Nessa aplicação, o combustível é composto por uma mistura de serragem, cavacos e cascas.
A empresa comercializa cavaco de alto padrão para indústrias que exigem combustível rigorosamente padronizado e utiliza os resíduos do próprio processo para alimentar seu próprio gerador de vapor.
O resultado é direto:
- Aproveitamento energético eficiente;
- Autonomia operacional;
- Menores custos, ao transformar sobras em energia térmica.
Veja também: Como calcular o retorno sobre investimento de uma caldeira industrial
Aproveitamento energético de resíduos de serraria
Os resíduos de serraria são uma consequência inevitável deste negócio.
O reaproveitamento desses materiais é uma solução consolidada, capaz de transformar biomassa florestal em energia térmica útil para o próprio processo industrial.
A Imtab atua há décadas no desenvolvimento de equipamentos voltados à geração de energia a partir de biomassa, com soluções adaptadas às condições reais das serrarias brasileiras.
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