Sapeco da erva-mate: Conheça as formas mais eficientes

26 jan, 2024 | Fornalha, Informações | 0 Comentários

A erva-mate é um ingrediente do chimarrão e do tereré que possui uma tradição milenar. Assim, o setor ervateiro foi se desenvolvendo ao longo dos séculos, tanto que hoje o processo de pré-secagem, também conhecido como sapeco da erva-mate, apresentou grande evolução.

Após a colheita, o sapeco é a etapa mais importante e deve ser realizado da forma mais rápida e eficiente possível. Por isso, muitas empresas utilizam secadores mecânicos apropriados, conhecidos como sapecadores.

Quando são bem operados e com qualidade superior, estes equipamentos aumentam a eficiência do sapeco de erva-mate, assim como a qualidade do produto comercializado.

No artigo de hoje convidamos você a entender como funciona o sapeco da erva-mate, as formas mais eficientes para realizar este procedimento, e os tipos de sapecadores mais utilizados.

Como é produzida a erva-mate?

Antes de entender quais são os processos relacionados ao sapeco de erva-mate, vale conhecer um pouco sobre essa planta cultivada há milhares de anos.

A erva-mate é conhecida pelas propriedades estimulantes e digestivas. É também o chá oficial do Brasil, uma vez que, além do uso tradicional sob forma de chimarrão ou tereré, o mate também é consumido como chá quente ou gelado.

A erva é colhida em ciclos de dois em dois anos. O ato de podar a planta jovem estimula a brotação e facilita a colheita das folhas. A primeira poda é realizada após a árvore atingir quatro anos, quando estará no estado maduro.

Além disso, a condução dos brotos em forma de taça facilita as colheitas e a planta é mantida com cerca de três metros de altura.

O processo de colheita é realizado manualmente, utilizando-se facões e serrotes. Na sequência, ocorre o transporte para a indústria e o processo de sapeco.

Assim que chegam na indústria, as folhas da erva-mate são colocadas na entrada do sapecador de duas formas: manualmente ou por meio de esteiras, iniciando o processo propriamente dito de sapeco da erva-mate.

Importância do sapeco da erva-mate 

Assim que são colhidas, as folhas de erva-mate iniciam um processo natural de deterioração, que ocorre logo após a poda. Essa deterioração está associada à ação das enzimas peroxidase e polifenoloxidase presentes nas folhas. 

Dessa forma, as enzimas vão catalisar reações de oxidação de compostos fenólicos, causando mudança na cor das folhas, principalmente quando há murchamento ou incidência de luz solar e calor sobre elas. Se essa mudança for muito drástica, o produto perde valor.

Para controlar o processo de escurecimento é preciso reduzir a ação das enzimas. Neste caso, a indústria ervateira adota o processo de sapeco da erva-mate como melhor forma de controle da reação de escurecimento. 

Neste processo, a alta temperatura é empregada, com o produto sendo exposto diretamente à chama e ao calor que ela oferece. Com isso, há um branqueamento térmico das folhas de forma similar ao empregado em outros produtos vegetais. 

Como principal benefício, o sapeco fará com que a erva-mate, mesmo após a secagem, preserve o aroma suave e seivado do produto. Também é uma forma de ajudar na manutenção da coloração esverdeada da folha.

Tipos de processos que realizam o sapeco da erva-mate

O sapeco, que sucede o corte, pode ocorrer de duas maneiras distintas: manual e mecânica. Há também o sapeco tecnificado, considerado uma evolução do processo mecânico.

Sapeco manual

O processo de sapeco manual segue os princípios praticados pelos indígenas. Nele, a erva-mate é exposta ao calor direto da chama obtida com a combustão de algum combustível, caso da madeira (lenha em toras).

Este é um processo que está em desuso. Nele, a colheita deve ser realizada para obter galhos de maior dimensão, permitindo o sapeco manual, feito com o operador atrás de uma “murada” de troncos e os galhos de erva-mate expostos diretamente à chama de uma fogueira.

O mesmo princípio é adotado no sapeco mecânico da erva-mate. Nesse caso, a forma de execução e os equipamentos empregados estão em constante evolução.

Processo mecânico

Dentro das indústrias, o sapeco da erva-mate ocorre através do uso de equipamentos mecânicos eficientes. Basicamente, estes equipamentos consistem em um cilindro metálico giratório, com uma média de diâmetro de 1,8 a 2,4 m e um comprimento de 6 a 9 m.

A alimentação das folhas ocorre em uma das extremidades do equipamento sapecador, manualmente ou por esteira. Assim, a erva vai passando dentro do cilindro, recebendo calor e chamas geradas por uma fornalha. Ao final do processo, a massa de folhas sai sapecada.

Importante destacar que a erva-mate se move ao longo do sapecador em função de algumas variáveis, como:

  • Inclinação do cilindro;
  • Aletas no interior (que facilitam o transporte do material vegetal);
  • Arraste dos gases de combustão. 

Sapeco tecnificado

Um terceiro tipo, muito mais “moderno”, é o tecnificado. Nele, a erva-mate é transportada até a entrada do sapecador, caracterizado como um cilindro giratório. 

Dentro do equipamento, o material passa pela chama da fornalha, movendo-se ao longo do cilindro e saindo na extremidade oposta, com a erva saindo sapecada.

Aumente a eficiência do sapeco da erva-mate com as fornalhas IMTAB

Quando falamos em queimadores industriais, muitos são os modelos disponíveis no mercado capazes de atender diversas necessidades dentro da indústria, caso do sapeco de erva-mate.

Neste contexto, a IMTAB, foi pioneira no desenvolvimento de uma fornalha para a queima de biomassa picada (cavaco) que fornece calor para o sapeco da erva-mate. Hoje, são mais de 20 equipamentos em funcionamento com tal objetivo.

A fornalha da IMTAB garante uma chama constante, que passa entre as folhas durante todo o processo de sapeco. 

Isso não ocorre quando o abastecimento da lenha em toras é feito da forma manual. Nele, a qualidade é comprometida por conta dessa alimentação não ser constante, ocasionando assim, variações na temperatura e na qualidade final do produto.

Outro problema que podemos citar quando não se tem um equipamento qualificado é a formação de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA,s), que é um fenômeno que ocorre por conta da baixa temperatura de combustão.

Por essas razões, optar pelas Fornalhas IMTAB é bastante interessante. Com elas, é possível trabalhar com uma variação de temperatura menor que 10°. 

Ou seja, o equipamento possibilita que a temperatura seja praticamente uniforme, padronizando a qualidade do sapeco evitando a liberação dos HPA,s, já que a fornalha opera com temperaturas estáveis e elevadas.

Com mais de 10 anos de experiência na fabricação de queimadores industriais, a IMTAB é sinônimo de confiabilidade, qualidade e segurança.

São mais de 350 equipamentos planejados e instalados em todo território nacional e internacional. Todos os equipamentos são pensados na otimização e melhoria de cada processo produtivo com foco na eficiência dos processos, inclusive no aspecto da erva-mate.

Precisando gerar gás quente através da queima da biomassa? Então conheça o Queimador Industrial à biomassa da Imtab.

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