Resíduos de serraria: combustíveis com potencial econômico

24 fev, 2026 | Biomassa | 0 Comentários

Os resíduos de serraria fazem parte da rotina do setor. Desde o primeiro corte da tora até o acabamento, sempre haverá sobras: serragem, maravalha, cavaco, casca e pedaços de madeira.

Porém, o que separa uma serraria eficiente de uma que acumula custos não é a geração desses resíduos (todas vão gerar!), mas a forma como são tratados ao longo do processo produtivo.

Quando bem aproveitados, esses materiais passam a ser uma fonte consistente de energia térmica. Ou seja, capaz de reduzir custos, aumentar a autonomia e dar destino técnico e ambientalmente correto à biomassa florestal.

O que são resíduos de serraria?

A indústria madeireira brasileira é referência mundial. São mais de 49 mil empresas e 5,8% do PIB do país, conforme dados da Abimci.

Por consequência, o volume de resíduos gerado é muito elevado.

São milhões de metros cúbicos gerados todos os anos, exigindo soluções técnicas adequadas de armazenamento, transporte, reaproveitamento ou destinação final.

Esse cenário é confirmado por um estudo técnico publicado na Revista Tópicos. Os autores estimam que o Brasil gera mais de 40 milhões de m³ de resíduos madeireiros por ano.

Desse total, 33,6 milhões de m³ têm origem em florestas plantadas e 8,3 milhões de m³ em florestas nativas.

Os principais resíduos gerados por uma serraria são:

  • Serragem, proveniente do corte com serras;
  • Maravalha, gerada em plainas e equipamentos de acabamento;
  • Cavacos e pedaços de madeira, sobras do desdobro;
  • Cascas de eucalipto e pinus, frequentemente subutilizadas;
  • Resíduos que permanecem após o corte, como folhas, galhos, cascas, pontas e tocos.

E, após todo o processamento, apenas 28% da árvore original se transforma em madeira serrada. O restante é considerado resíduo, conforme indicado pela FAO.

Nas fábricas, a porcentagem destes restos gira em torno de 45 a 55%.

Resíduos de serraria como fonte de energia térmica

Resíduos de serraria como fonte de energia térmica

Do ponto de vista técnico, os resíduos de serraria são classificados como biomassa florestal, com potencial comprovado para geração de energia térmica.

O interessante é que estes resíduos podem ser utilizados como combustível em sistemas térmicos.

Para viabilizar isso, deve-se optar por um gerador de calor que consiga lidar com variações de granulometria e teor de umidade. 

Quando a serraria passa a gerar energia a partir de seus próprios resíduos, os ganhos são diretos:

  • Redução do custo energético;
  • Autonomia operacional, com menor dependência de fornecedores externos;
  • Reaproveitamento dos resíduos gerados;
  • Maior previsibilidade do processo produtivo;
  • Melhor eficiência econômica do negócio, ao transformar um passivo em insumo produtivo.

Na prática, os resíduos passam a alimentar a produção de vapor e/ou gás quente, viabilizando atividades essenciais como:

  • Secagem de madeira, com controle térmico mais estável;
  • Prensagem, em linhas de painéis e produtos engenheirados;
  • Laminação, com fornecimento térmico contínuo;
  • Fabricação de painéis, reduzindo custos por metro cúbico produzido.

Veja também: Secagem de serragem: conheça a fornalha ideal para o processo

Importância de geradores de calor no aproveitamento dos resíduos

A queima de cavaco e outros resíduos de serraria impõe desafios técnicos bem conhecidos no setor madeireiro.

Variáveis como tamanho das partículas, teor de umidade e falta de uniformidade do combustível tornam a padronização difícil e, vista por muitos como inviável.

Por isso, o aproveitamento energético eficiente desses resíduos está diretamente relacionado ao projeto do gerador de calor utilizado. E nisso a Imtab é referência. 

Somos reconhecidos no mercado por produzir equipamentos que agregam eficiência na queima de cavaco, caracterizado pelo alto teor de umidade.

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Caldeira Imtab para serragem, cavaco e casca

Um exemplo prático com ótimos resultados é o da LS Madeiras, em Santa Catarina.

A empresa opera uma caldeira flamotubular Imtab com capacidade de 3.500 kg/h e pressão de trabalho de 10 kgf/cm².

Nessa aplicação, o combustível é composto por uma mistura de serragem, cavacos e cascas.

A empresa comercializa cavaco de alto padrão para indústrias que exigem combustível rigorosamente padronizado e utiliza os resíduos do próprio processo para alimentar seu próprio gerador de vapor.

O resultado é direto:

  • Aproveitamento energético eficiente;
  • Autonomia operacional;
  • Menores custos, ao transformar sobras em energia térmica.

Veja também: Como calcular o retorno sobre investimento de uma caldeira industrial

Aproveitamento energético de resíduos de serraria

Os resíduos de serraria são uma consequência inevitável deste negócio.

O reaproveitamento desses materiais é uma solução consolidada, capaz de transformar biomassa florestal em energia térmica útil para o próprio processo industrial.

A Imtab atua há décadas no desenvolvimento de equipamentos voltados à geração de energia a partir de biomassa, com soluções adaptadas às condições reais das serrarias brasileiras.

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