Saiba porque é importante realizar a inspeção em tijolos refratários

21 dez, 2021 | Informações | 1 Comentário

Você sabe o que é ou já trabalhou com tijolos refratários? Estes tipos de tijolos têm como principal característica a resistência e a retenção de altas temperaturas, sendo por isso utilizados em muitas fornalhas utilizadas dentro do ambiente industrial.

Assim, os tijolos refratários possuem a característica de suportar altas temperaturas sem alterar sua estrutura, podendo ser expostos ao calor, sem danos a sua resistência, condutividade térmica e elétrica.

Porém, para que os tijolos refratários cumpram essa função é exigido realizar uma eficiente inspeção que garanta total segurança e qualidade ao material. Diante dessa necessidade, convidamos você a conferir o que são os tijolos refratários e qual é a importância da inspeção deles.

 

O que são e para que servem os tijolos refratários?

Por definição, os tijolos refratários são constituídos de materiais específicos que os torna altamente resistentes a altas temperaturas e a outros agentes externos que possam danificar o equipamento ou ocasionar intensas perdas de calor.

Estes tijolos são produzidos com cerâmica com características mais porosas, conferindo ao material maior resistência à transferência de calor, sem sofrer quaisquer alterações nas propriedades físico-químicas.

Os tijolos refratários, diferentemente dos tijolos comuns (que tendem a ter a estrutura degradada quando expostos a altas temperaturas), possuem composição química que os fazem apresentar cor e condutividade térmica distintas dos tijolos comuns.

Os refratários são compostos por argila contendo principalmente alumina e sílica, que apresentam maior capacidade de suportar altas temperaturas. A quantidade desses dois elementos varia conforme a temperatura que deverá ser capaz de suportar, variando entre 38 e 60% no caso da alumina.

 

Principais vantagens no uso de tijolos refratários

Para entendermos melhor sobre a importância dos tijolos refratários, vale a pena conhecer as vantagens, que englobam:

  • Maior resistência a altas temperaturas: sob temperaturas elevadas ou oscilações, os tijolos refratários não alteram sua estrutura, se mantendo íntegros;
  • Isolamento térmico e acústico;
  • Maior resistência à umidade: são mais resistentes à propagação de umidade quando comparados aos tijolos comuns;
  • Bom custo-benefício: tanto o custo dos tijolos refratários como das argamassas próprias não costuma apresentar preços muito elevados pelo que oferecem;
  • Resistência mecânica: apresentam boa (melhor) resistência mecânica.

Além disso tudo, os tijolos refratários apresentam grande versatilidade e, se utilizados corretamente, exercem a função com muita eficácia, oferecendo resistência e durabilidade para o uso a que são destinados.

Mas, para que isso se confirme, manter a inspeção de tijolos refratários em dia é uma necessidade. A inspeção regular é uma medida que deve representar uma grande preocupação, afinal essa é a única maneira de manter a segurança no uso das fornalhas, mantendo a qualidade dos serviços realizados.

 

Como proceder com a avaliação de tijolos refratários?

Realizar a inspeção e a manutenção de tijolos refratários sempre de acordo com o preconizado pela legislação deve ser motivo de grande preocupação nos ambientes das indústrias que utilizam fornalhas.

Quando as empresas mantêm a inspeção e manutenção de refratários com frequência e periodicidade, elas conseguem prolongar a vida útil dos equipamentos, permitindo que funcionem sempre em sua totalidade, sem desperdícios ou problemas que afetem a segurança.

Por isso, seguir alguns critérios de inspeção dos tijolos refratários é medida imprescindível. Essas inspeções são normalmente executadas conforme as normas ISO 5022 (1979) e DIN 51061, que descrevem procedimentos e tipos de amostragens possíveis para refratários e massas.

Assim, são regras gerais de inspeção de tijolos refratários:

  • As inspeções devem ser executadas normalmente no fornecedor;
  • As inspeções devem ser executadas por profissionais do fornecedor e cliente juntos;
  • Para amostragens não destrutivas usa-se normalmente:
    • AQL de 1,5% para inspeção visual de superfícies;
    • AQL de 4,0% para peças standard retangulares ou quadrados;
    • AQL de 6,5% para avaliação dimensional e pré-montagens;
  • Em um palete de tijolos a amostragem não deve ultrapassar 20% do volume empilhado.

Importante ressaltar que a definição AQL é “a máxima quantidade de defeitos em porcentagem (ou o número máximo de defeitos para cada cem unidades)”.

Além disso, os critérios de avaliação de tijolos refratários relacionam-se a:

Som

Para a identificação de problemas com textura da superfície do material o som é um dos critérios mais interessantes e eficientes. Assim, o tijolo deve ser testado com um martelo de metal de 100 gramas com cabo de madeira. 

Lembrando que peças bem queimadas e sem defeitos apresentam normalmente som agudo.

 

Resistência dos cantos

Cantos e esquinas do material que apresentem boas condições não podem soltar grãos de refratário enquanto são esfregados com a mão.

 

Trincas

Para a análise de trincas deve-se realizar a medição com uma lupa com escala micrométrica. Trincas superficiais acima de 0,2 mm são aceitas com limitações. Já para fissuras menores que 0,2 mm deve ser feito o teste de ultrassom ou martelo.

 

Aparência de quebra

A área da quebra deve apresentar uma consistência uniforme de granulometria e homogeneidade.

Dessa forma, é sempre importante reforçar que, ao projetar ou construir fornalhas, é imprescindível atentar para os materiais utilizados e as normativas de qualidade. Afinal, todo o cuidado com o fogo é pouco para evitar perdas materiais ou acidentes. 

Por isso, buscar assessoria com especialistas e fabricantes que atendem todas as normas de segurança e fabricação é sempre imprescindível.

 

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1 Comentário

  1. Cleiton

    Bom conteúdo.

    Responder

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