A biomassa residual se consolida como uma alternativa estratégica para empresas que buscam elevar a eficiência térmica e, ao mesmo tempo, reduzir custos.
Em um cenário de maiores pressões por desempenho e sustentabilidade, reaproveitar resíduos é relevante na transição da nossa matriz energética.
Afinal, trata-se de uma fonte disponível, renovável e tecnicamente viável. Especialmente no Brasil, com forte base agroindustrial e florestal.
O que é a biomassa residual?
É todo material orgânico gerado como subproduto de atividades agrícolas, florestais ou industriais, com potencial de reaproveitamento energético.
Na prática, engloba:
- Bagaço de cana;
- Caroço de açaí;
- Resíduos de serraria;
- Biomassa sólida picada;
- Subprodutos de agroindústrias.
A energia obtida a partir destes materiais já é aplicada em diferentes frentes, como:
- Geração de calor para processos térmicos;
- Procedimentos de secagem;
- Produção de vapor;
- Alimentação de sistemas de geração de energia.
O que antes era descarte, agora tem uma função operacional direta e crescente.
Disponibilidade de biomassa residual: um ativo estratégico
A viabilidade da biomassa residual começa pela elevada oferta.
Ou seja, a forte presença brasileira nos setores agrícola e florestal garante boa disponibilidade de matérias-primas com potencial energético.
Entretanto, um artigo da Unifei reforça que tudo isso ainda é pouco explorado no país.
O Brasil tem apenas 16 GW de potência instalada para o aproveitamento energético deste biocombustível, explorando somente resíduos da cana-de-açúcar e o licor negro.
Mas há potencial de mudança. Estudos e levantamentos comprovam isso.
Uma análise conduzida pela Universidade Federal do Paraná aponta que o estado tem a capacidade média de geração superior a 33.588,8 GWh por ano a partir de biomassa residual.
Outro estudo, agora focado no estado de Santa Catarina e conduzido pela UDESC, complementa esse cenário.
Os autores destacam que resíduos das culturas de milho, arroz e soja, além da silvicultura, são ótimos na produção de briquetes e pellets.
Na prática, isso representa um volume capaz de suprir parte significativa da demanda regional.
Também comprova que:
- Existe uma base energética disponível;
- Ela é distribuída regionalmente;
- Está integrada às cadeias produtivas já existentes.
O potencial energético da biomassa residual
Este é um biocombustível adotado na geração de energia térmica em processos diversos, com aplicação em sistemas de aquecimento, secagem e geração de vapor.
Entre os formatos mais utilizados estão:
- Biomassa in natura;
- Cavacos e resíduos florestais;
- Briquetes e pellets.
Quando aplicada corretamente, há redução dos custos e maior previsibilidade operacional.
Importante reforçar que essa é uma fonte ajustável à realidade de diferentes segmentos, com possibilidade de uso em pequena (área rural) até a grande escala (indústrias).
Aplicações da biomassa residual
A biomassa residual já é utilizada em diferentes segmentos, principalmente em processos que demandam energia térmica barata, abundante e controlada.
Geração de calor
Um dos usos mais recorrentes é a geração de calor para operações que exigem temperaturas estáveis, controle de custos e previsibilidade operacional, como:
- Aquecimento de linhas produtivas;
- Tratamento térmico de materiais.
Secagem de materiais e insumos
A secagem é onde a biomassa residual entrega maior valor. O biocombustível pode ser utilizado na:
- Secagem de grãos (milho, soja, arroz);
- Secagem de fertilizantes, areia, calcário e minérios;
- Secagem de serragem e produção de pellets;
- Secagem de lodo industrial.
Nesses processos, a geração de gás quente ou ar quente garante eficiência térmica, essencial na manutenção da qualidade do produto final.
Geração de vapor
Segmentos que operam com vapor, como alimentício, têxtil e papel e celulose, utilizam o combustível em caldeiras.
Essa aplicação permite:
- Substituição parcial ou total de combustíveis fósseis;
- Maior autonomia energética;
- Aproveitamento de resíduos gerados pela própria operação.
Eficiência da biomassa residual: queima de combustíveis com alto teor de umidade
Embora a biomassa residual seja abundante, sua eficiência está diretamente ligada às condições de uso, especialmente no controle da umidade e na qualidade da combustão.
Para que este biocombustível entregue desempenho consistente, exige-se contar com bons equipamentos para a sua queima, como os da Imtab.
As soluções Imtab possuem a capacidade de queimar combustíveis com alto teor de umidade, bem como por aceitar granulometrias diferentes e blends (combinações) de biomassas.
A grelha móvel e a geometria da câmara de combustão são dimensionadas para cada tipo de biomassa, garantindo uma combustão eficiente, com baixo nível de particulados e baixo teor de cinzas.
Inclusive há equipamentos que usam caroço de açaí in natura como combustível para secar o próprio caroço que será destinado para caldeiras em indústrias de álcool.
Entre as principais aplicações das soluções Imtab estão:
- Aquecimento direto: a energia da combustão é aplicada na secagem, sendo amplamente utilizada em fertilizantes, grãos, minérios, areia e lodo industrial;
- Aquecimento indireto: o calor é transferido por meio de trocadores, garantindo ar limpo e isento de impurezas. Ideal para aplicações que exigem controle de qualidade: secagem de alimentos, serragem e produtos agroindustriais;
- Geração de vapor: utilizada em caldeiras na produção de vapor saturado, superaquecido ou água quente, atendendo diferentes demandas;
- Sistemas com fluido térmico: permitem o aquecimento indireto. São aplicados no aquecimento de óleo mineral ou sintético em processos variados.
Leia também: Diferença entre aquecimento direto e indireto na geração de calor industrial
Queimador industrial Imtab: solução pronta para uso
Os queimadores industriais são geradores de calor que realizam a queima de biomassa para gerar calor.
O Queimador Industrial da Imtab atende essas operações aliando economia operacional e flexibilidade no uso de diferentes tipos de combustível.
A solução alia:
- Alta eficiência;
- Instalação simplificada, sem grandes intervenções civis;
- Capacidade de operar com diferentes opções, mesmo com variações de umidade;
- Suporte técnico especializado, do projeto à operação.
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